“Não será o ministério do Espírito ainda muito mais glorioso?” (2 Coríntios 3:8)

Paulo faz um contraste entre o que chama de “ministério de morte ou condenação” e o “ministério do Espírito”. O primeiro ministério, representado por Moisés, é passageiro, pois a sua glória se desvanece, desaparece. O segundo ministério tem Jesus Cristo como seu representante e a sua glória resplandece cada vez mais.

Ao encerrarmos esses vinte e um dias de reflexão sobre a glória de Deus, devemos ter compreendido que existe uma glória muito mais excelente do que aquela experimentada por Moisés. Devemos buscar uma experiência com o “ministério do Espírito”, ou seja, uma revelação da glória de Deus em Jesus Cristo que progressivamente nos transforme à imagem de Jesus, o último Adão, ao qual, nascidos de novo, somos feitos à sua imagem e semelhança.
Essa experiência com a glória de Deus é chamada de “ministério do Espírito” porque é o Espírito Santo quem se encarrega de transformar-nos na medida em que nos sujeitamos a Cristo. O Espírito infunde em nós o caráter de Jesus, dando-nos a conhecer as riquezas da salvação que estão reservadas para nós. Ele nos leva a um nível de relacionamento com Deus em que os véus da religião não são necessários, pois é com o “rosto descoberto” (2 Coríntios 3.18) que contemplamos a glória do Senhor de maneira que somos transformados por essa experiência com a sua glória.

É o Espírito Santo quem traz a convicção da salvação ao coração do crente (Romanos 8.16) e inclina o nosso coração a desejar as coisas do Reino de Deus: “Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem, de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja” (Romanos 8:5). Somos libertos do espírito de escravidão para vivermos a bem aventurada condição de filhos de Deus: “Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temer, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: ‘Aba, Pai’. O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Romanos 8:15-16). Como filhos de Deus, tornamo-nos seus herdeiros em Cristo: “Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória” (Romanos 8:17).

O Espírito Santo é quem nos comunica todas essas realidades, dando-nos acesso à glória de Deus e transformando-nos na medida em que contemplamos essa glória. Essa experiência não é única e definitiva, mas contínua e progressiva, por isso devemos cultivá-la sempre. Portanto, viver a nova realidade é um caminho que precisamos escolher trilhar diariamente, deixando toda a nossa vida ser absorvida pela glória de Deus.

Devemos resistir qualquer tentação de voltarmos para o ministério da condenação, ou seja, para as práticas rituais como se essas fossem suficientes para experimentarmos as realidades da glória de Deus. Ao invés disso, devemos prosseguir caminhando em direção a Cristo ao qual trouxe superior aliança: “Agora, porém, o ministério que Jesus recebeu é superior ao deles, assim como também a aliança da qual ele é mediador é superior à antiga, sendo baseada em promessas superiores” (Hebreus 8:6). Que o maravilhoso Espírito Santo nos leve passo a passo a vivenciar a glória de Deus em todos os níveis das nossas vidas.

Marcos Arrais

CategoriaPastoral
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