“Então a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo” (Êxodo 40:34)

A Bíblia está permeada de princípios espirituais que se entrecruzam o tempo todo. Sempre que Deus está a criar algo novo ou a fazer algo extraordinário, nos deparamos com o verbo “cobrir”. Assim como “a nuvem cobriu a tenda da congregação”, percebemos essa mesma ação por ocasião da criação onde o Espírito Santo “se movia sobre a face das águas” (Gênesis 1.2.). Os verbos “movia-se” ou “pairava” dão a ideia de uma galinha que cobre os ovos, chocando-os. Também por ocasião da concepção de Jesus no ventre de Maria, o anjo anuncia: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra” (Lucas 1.35), também dando a ideia de “cobrir”.

O Espírito Santo é a glória de Deus que fecunda a atmosfera e produz no homem as obras de Deus. Em Gênesis a Bíblia nos relata que ainda não havia nenhuma planta ou erva sobre a terra (2.5), mas que Deus fez “subir da terra um vapor que regava toda a sua superfície” (2:6) e então no verso seguinte dá-se a formação do homem: “Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente” (Gênesis 2:7).

Qualquer coisa que Deus deseja fazer no homem, Ele o fará por meio do Espírito Santo. É preciso nos colocar debaixo da ação do Espírito para que Ele produza em nós as obras de Deus. O profeta Isaías afirma: “O espírito do Senhor Deus está sobre mim” (Isaías 61:1) e então o profeta descreve as obras de Deus nele. Ao ser batizado, o Espírito Santo veio a Jesus em forma de pomba e assim dava-se início ao Seu ministério nesta terra: “Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento os céus se abriram, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre ele” (Mateus 3:16). O mesmo critério serviu para os discípulos que passaram pelo menos quarenta dias em oração até que foram sacudidos pelo poder de Deus para testemunharem de Cristo ao mundo. Daí, podemos aprender o segundo princípio:

Após a glória de Deus ter coberto o tabernáculo, a ação seguinte foi enchê-lo. Quando o Espírito Santo nos “cobre”, ou seja, quando produz em nós a condição necessária para vivermos a vontade de Deus, somos cheios dessa glória, ou seja, dele mesmo, a fim de permanecermos produzindo as sua obras. Percebamos esse princípio em Atos: “De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados” (Atos 2:2); e em seguida: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava” (Atos 2:4). É recorrente em todo o livro de Atos essa ação do Espírito Santo enchendo os discípulos para eles desempenharem as obras de Deus.

Como “casa espiritual” de Deus, devemos nos expor à ação do Espírito Santo, cobrindo-nos e enchendo-nos dele. Assim Deus produzirá em nós as suas obras e caminharemos debaixo de sua atmosfera de glória. Aqui vale o mandamento: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito” (Efésios 5:18).

Vidas cheias do Espírito são vidas que refletem a glória de Deus e estão sempre num processo criativo onde Deus realiza as suas obras de restauração, cura e salvação, produzindo as suas realidades e formando Cristo assim como formou no ventre de Maria.

A vida cheia do Espírito é uma condição que cabe a nós determinar a sua intensidade. É em nossa busca e dependência de Deus que o Espírito Santo manifestará a sua glória. Viva de tal forma que essa “nuvem” o cubra e o encha diariamente.

Marcos Arrais

CategoriaPastoral
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