“Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5:17)

Gostaria de colocar o meu tom em algumas reflexões feitas pelo pastor Tim Keller, escritor e fundador da Igreja Presbiteriana Redentor em Nova Iorque. Milhares de cristãos, assim como eu, têm sido abençoados pelos escritos e sermões desse querido irmão.

Neste brevíssimo artigo, desejo discorrer sobre o conceito de “igreja missional”. Essa é uma perspectiva que parte do princípio de que o aspecto missionário da igreja brota da natureza da própria Trindade. O Pai enviou o Seu Filho Jesus Cristo e juntamente com Seu Filho enviou o Seu Espírito à igreja que, por sua vez, foi enviada para pregar as boas novas de salvação ao mundo. Assim, podemos afirmar que missões é um assunto que diz respeito à natureza trinitária de Deus, por isso não pode ser isolado como um assunto de “eclesiologia” ou “soteriologia”.

A primeira coisa que devemos compreender é que Deus está em missão e chama a sua igreja a se juntar a ele nesta gloriosa obra. Ele não está simplesmente nos enviando, mas indo conosco (Mateus 28.20)!

Outra questão é a que vem como consequência da compreensão de que missões faz parte da natureza essencial da Trindade: não basta que a igreja crie um departamento e projetos pontuais de missões, ou encarregue algumas pessoas corajosas para fazer a obra de evangelização, mas cada aspecto da vida da igreja deve expressar o seu caráter missional, ou melhor, o caráter missional de Deus (missio dei): a adoração, a pregação e o ensino, a liderança, a comunhão, o serviço etc. Aliás, geralmente associamos o aspecto da comunhão como algo feito “para dentro” e da evangelização como algo feito “para fora” da igreja, mas quando lemos o Livro de Atos não é isso que vemos, muito pelo contrário, percebemos que a comunhão da igreja era um convite a que outros se juntassem à sociedade de Jesus por meio da conversão pessoal e do batismo. A comunhão não tratava de “exclusividade”, mas de “inclusividade”.

Uma igreja que não comunica o caráter missional naquilo que realiza, não compreendeu o que está fazendo aqui e principalmente quem é Deus. Por isso, nós precisamos conversar com a cidade, expressando por meio de tudo o que falamos e fazemos o chamado divino para a salvação em Cristo. Se não estamos fazendo isso, estamos subvertendo a ordem que Jesus veio transformar, uma vez que ele veio para devolver voz aos mudos e audição aos surdos. Quando a igreja não ouve o clamor do mundo e não anuncia o Evangelho, quem precisa de cura para os ouvidos e pra a sua voz é ela!

Continua…

Marcos Arrais

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